Tentamos nos calar. A lava do vulcão transbordou. As larvas se remexeram no submundo. Palavras vermelhas se afundaram e perfuraram minha veia cava. Superior. Inferior. Meus pés incharam. A língua murchou por quarenta e oito horas. Foi um bom período de sobrevivência. Aprendemos a respirar com a ajuda de aparelhos. E calados nos aliviamos de todas as possibilidades do dicionário com mais de quatrocentas páginas. Não era o momento de subir ainda à superfície. As larvas ainda estavam vivas, pedindo alimento. Estávamos fracos. Estávamos aproveitando cada segundo do ar, que se tornava rarefeito. Não sabíamos usar ponto e vírgula. A veia estava estrangulada e as mãos também começaram a inchar. A cabeça de ninguém se encontrava em bom estado naquele momento para responder o que era perguntado. Não contaremos quais foram as perguntas. Imaginem. Fiquem à vontade. Depois de quatro dias respirando com um tubo entalado na garganta, saímos do estado de torpor. Mais rugas apareceram na testa, e ao r...