As pessoas são todas iguais. Desejam as mesmas coisas. Se contorcem pelos mesmos motivos torpes. Merde! Mais um livro, mais uma bobagem escrita, mais uma vez um salto de paraquedas frustrado. Não raspei o creme de leite no final da taça da sobremesa e ficou comigo aquela vontade. Um 'não sei o que', um 'qualquer pessoa sabe'. E goteiras e mais goteiras sobre a minha cama. No outro livro que abro o cheiro de mofo me intoxica. Como o cheiro daquelas caixas que guardo embaixo da cama e sobre meus pensamentos de infância. A vida adulta não tem as cores da árvore de Natal, e isso me entristeceu depois da chegada de tantos e tantos anos novos. Foi tudo tão bom naquela tarde que bebemos suco de laranja e você parou de fumar. Depois daquele dia, minha vida tomou tantos rumos inesperados. Me apaixonei ainda pelo vendedor de vinis velhos que ficava no final da avenida. Tão culto, tão jovem, tão mais um qualquer. Dei meia volta. Pataquadas. De bolsa no ombro, mundo sobre os ombr...
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).