Não há como negar como Carolina cresceu e está mais bonita. Não há como negar que agora, com seus 13 anos, ela sabe como andar como mulher madura com cabelos encaracolados ao vento. Quando passa batom rosa e coloca perfume que lembra jasmim, a menina-mulher fica impossível. Não há como negar que ela sabe o poder que tem, ainda meio insegura e insensata, de conquistar corações desavisados. Carolina não tem paqueras na escola, mas talvez algumas no bairro onde mora, mas na verdade é que Carolina sabe muito bem quem deve ser o dono do seu coração, um garoto cheio de espinhas e que gosta de samba-rock assim como ela. Carolina tem uma vida típica de adolescente, cheia de maquiagens, roupas, sandálias e seu inseparável diário rosa onde escreve com sua caneta de plumas na ponta, também rosa, as intempéries de uma garota em metamorfose constante. Carolina estuda de manhã, gosta da noite em fim de semana e desentende-se com sua mãe de quando em vez. Escuta música quase a tarde toda, no último ...