Ajeitou a presilha no cabelo, colocou uma echarpe verde e saiu. O bar Amores ficava a poucos metros de seu apartamento. Caminhou calmamente pelas ruas, pois estava no horário certo. Entrou no bar, mas a amiga ainda não tinha chegado. Típico de quem se atrasa em todos os encontros. Não pediu nada ao garçom e ficou somente na espera. Quinze minutos se passaram; meia hora se passou. Nada da amiga viciada em atrasos. Ela havia marcado aquele encontro com ares de mistério, pois não queria dizer nada ao telefone. O bar Amores já estava bem cheio, e ela muito constrangida por estar sozinha, sem consumir nada. Alguns homens, de quando em vez, encaravam-na. Sozinha, ela erguia o pescoço e tentava ver pela vidraça se a amiga estava se aproximando. Acabou por ver outra amiga passando pela calçada. Ansiou para que ela entrasse. Mas o bar Amores não era o seu destino. Enquanto pensava em se levantar, um rapaz de olhos verdes e com ares de timidez, sentou-se em frente a ela. Com um olá rápido, diss...
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).