Imagino minha sorte dobrando a esquina com um belo ramalhete de rosas na mão. Imagino sempre minha virtude tomando café no bar da esquina. Imagino minha arte como piolho no bigode do gato. Caminho certo transitando plena. Imagino rodas da fortuna Virgens enfadadas Loucos corajosos Magos impertinentes Pisos quadriculados Lua em fases dementes. Imagino minha sorte dobrando a esquina no virar da lâmina. O diabo tocando flauta A morte ao lado da dama. O mundo começa e recomeça Começa e recomeça Começa e recomeça. Imagino, sim. Imagino meus vícios esperando do lado de fora do portão. Melhor assim. O sol queima A lua medita Primavera é água morna na consciência que imagino vagando só no meu jardim.
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).