Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de junho, 2017

Quem sabe um dia, Laviane

Mesmo há quatro meses sem ver Laviane, sem que vai bem, vivendo longe daqui. Lembro-me de sua despedida, usando uma echarpe rosa enrolada no pescoço, além de um casaco vermelho, parecido com um sobretudo, com grandes botões pretos. As pessoas viajam sempre encapotadas, arrumadas da cabeça aos pés, como se aviões não fossem o cúmulo do desconforto, com assentos colados uns aos outros. Afinal, só conhecemos classe econômica. Depois, a vida não nos surpreendeu em nada. Ela prometeu voltar um dia. Enquanto isso, posta em redes sociais seus itinerários diários, alternando Roma e Vaticano. Estive nesses lugares há tanto tempo, que tenho a sensação de nunca ter pisado lá. Gostaria mesmo era de estar lá ao lado de Laviane, o que seria impossível. Sim, impossível. Há alguns anos, viajei em segredo para Atenas. Em segredo, porque não contei nada a Laviane. Pensei que conseguiria trabalho, por saber falar grego, como professor de filosofia. Consegui ficar apenas duas semanas. Nenhuma oportunida...