Horas marcadas para anoitecer O brilho nos lábios manchados Foi coberto por um mal desconhecido Apodreceu por horas Até terminar num escuro azulado Daí foram dias, mais dias, e mais dias No amanhecer do sol fumegante Já não havia mais rastros Ratos se enfiaram por todos os lados E contaram histórias De fazer rir e chorar Humanos Perdem-se sempre nos rastros alheios Prometem em meio a sorrisos Fogem em meio às lágrimas No anoitecer vieram baratas Todas e várias Pechinchar os restos Lábios manchados petrificados Restos sob o sol caído Piedade sobre os dias posteriores Músculos e ideias são fumaça Ratos em festa quando entardecer Humanos Passar-se-ão os dias Será verdade quando os ratos engolirem as baratas Surgirá no ar o silêncio indiscutível Nada de sorrisos ou lágrimas Só folhas batendo no azulejo Batalhas inúmeras e limpas Lábios petrificados não mentem Sem brilho Sem restos Sem mordaça.
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).