Coincidências me entristecem Porque vêm quase sempre com pés sujos de lama Revivendo, fuçando, forçando a porta Regurgitando reencontros Cogitando o impossível Querendo fama e olhos arregalados Odeio essas sincronias Tão assustadoras, afrontosas, extraterrenas Coincidências são cenas de novela Descabidas, arrogantes, displicentes Nada melhor que o diferente, que os disparates Em um mundo tão incrédulo, sem magia.
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).