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Mostrando postagens de dezembro, 2015

Derby de Kentucky

É maio É sábado De um ano qualquer Uma vez ao ano Uma coroa de rosas É ofertada Com uma fina poeira De areia Ainda no ar Ao vencedor Ao cavalo Ao jóquei À tradição Desde 1875 Vestidos farfalham Chapéus de festa fazem Sua competição pessoal.

Fui egoísta em Buenos Aires

Pietra estava nervosa e caminhava de um jeito muito estranho naquela manhã. Parecia querer confessar algo ou pedir alguma opinião sobre um assunto grave. Eu estava muito cansado e preferi não tocar nesse assunto porque as respostas poderiam ser difíceis. Saímos de um hotel três estrelas na Calle Paraguay e caminhamos pela rua estreita e comprida com as mãos enfiadas nos bolsos dos casacos. Buenos Aires é fria quando amanhece em outubro, apesar da presença de um sol brilhante. A Calle Florida estava bem próxima, e lá caminharíamos mais ainda, observando lojas e pessoas com seus pulôveres. Desviávamos de muitos vendedores de show de tango e anunciantes de lojas de couro. Eles começam cedo. Adivinhavam minha cara de turista, mesmo ao lado de uma argentina típica, de cabelos lisos e negros. Pietra estava mais séria que o normal. Naquele dia, havíamos combinado de conhecer a Casa Rosada, sede do governo. Dizem que sua pintura rosa vem da mistura de cal e sangue de boi. Há muitos mitos sobr...

Ode ao abacaxi

Doçura Casca dura Bravura É  Receber um troféu mesmo sabendo que Você foi o pior do ano Em tudo Tudo  Deu errado Faca nada afiada Corte em mãos de Fada Ao tentar despelar Os piores problemas Do ano  Caídos em seu colo Amarelado de  Edulcorante Azedo mais azedo De todos os azedumes já Postos à mesa Cheiro que dobra A esquina Inconfundível  Coroa verde  Sem reinado, que Espeta a mesma mão de Fada Constata Tudo contra Tudo difícil Mas, Por dentro, há memórias Docinhas, docinhas.