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Mostrando postagens de julho, 2017

Contemporaneidade

Que a corda se arrebente No lá maior E que no céu azul Canil Ladrem todas as expectativas Frustradas Da querida Contemporaneidade que falha * Não olhe o azul do céu Funil De onde pinga O mi maior De sua dor crescente Ela passa Como a chuva Sem dó Maior Como o tempo.

Tamires sonhou com Giselda

Tamires sonhou, em meio a uma madrugada fria, que era ajudante de uma costureira chamada Giselda, uma mulher de meia idade, muito conhecida por seu trabalho impecável, sobretudo, com vestidos de noiva. Seu ateliê de costura era no centro da cidade, em uma rua movimentadíssima. O que incomodou Tamires, neste sonho um pouco estranho, é que as janelas do ateliê estavam imundas, com persianas amarelas tortas e fora de moda. Giselda a considerava como uma empregada de confiança. A única que lidava com dinheiro, além dela, que era a dona do estabelecimento há vinte e cinco anos. A sala principal era cheia de prateleiras com tecidos de todas as cores e estampas. Havia uma ala reservada para os vestidos de noiva. Quase cem deles ficavam pendurados em cabides, aguardando ajustes ou entregas para o endereço final. A sala era fria. Gelada para conservar os tecidos. Tamires estava sem agasalho e começava a ter dor de cabeça. Sua tarefa do dia era bordar um vestido para um casamento importante que...