Sonhei com uma barata aprisionada em uma caixa de vidro. Enorme, velha. A caixa ficava em cima de uma prateleira branca, na parede do último quarto do corredor da casa dos meus pais. Dentro da caixa também tinha um dente que havia sido meu. Estranho, transparente e com raízes enormes. A barata presa não se movia. E não sei o que comia. Dente? Curiosa, sacudi a caixa, e não sabia que ela tinha uma fresta. A barata saiu por ela e não correu como fazem as de sua espécie. Saiu pulando como uma pulga, um grilo. No momento, meu pai estava no quarto. Nem pensei em matá-la com meu sapato. Faria tudo de um jeito limpo e eficiente. Rapidamente peguei o inseticida de embalagem vermelha que estava no armário debaixo da pia do banheiro. Corri para o quarto e borrifei o veneno sobre sua carcaça marrom. Errei. Outra tentativa. Errei. O inseticida saia como água do spray. A cada erro, o carpete se encharcava, formando manchas enormes, escorrendo para todo lado. Na terceira borrifada, acertei. A barat...
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).