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Mostrando postagens de janeiro, 2018

Maravilha

Subindo a rua tem a igreja E uma casa com cacto nopal Às vezes com flores Cor de maravilha A muitos passos de casa Observação da torre de tv à esquerda, bem longe Da casa em reforma interminável, à direita, bem perto A chave já na mão Chegada Porta adentro Esgotada Na poltrona de chenille escarlate Imagino como um nopal combinaria Com minha luminária apagada E com minhas culpas espetadinhas cor de maravilha.

Na casa de Santos Dumont

    É outono. 28 de março de 2015. As quaresmeiras começam a surgir às margens da estrada asfaltada. Solitárias ou em grupo, mostram a cor arroxeada das flores. Pontilham o verde variado da mata, como uma pintura impressionista. Depois de alguns quilômetros, chego à casa onde nasceu Alberto Santos Dumont. Da cancela de entrada, avista-se a casa, não muito grande, mas imponente, com ares típicos das Minas Gerais. Ar puro inconfundível.    À esquerda, um lago com águas turvas e trêmulas revela ao fundo uma carpa negra, solitária. A poucos passos, a casa-museu. Já perdi as contas de quantas vezes a visitei desde a minha infância. Entro e ninguém me recebe. Cômodos não muito amplos e móveis necessários. Na minha frente, uma lareira construída em 1919 está adornada por dois bustos do inventor. Um feito em bronze, de autoria de Colim George (1902) e outro em gesso, de Laffourrie (1967). Em bronze, Santos Dumont revela um olhar mais altivo e confiante. No outro, aparent...