Grito seco no emaranhado de sonhos Gesto obscuro no desfazer da madrugada Desejo insano no vazio do horizonte Ancorado no tanto fez e no tanto faz Disfarçado de maio Encoberto de junho Arregalando os olhos ao ver que o último setembro não volta mais que caimos em abismo somente uma vez, um abismo por vez A sombra engolirá feriados santos Penas de ganso Não abafarão gritos de anos passados De 50 chegados Rugas estaladas Arrependimentos breves, breves... Glórias aos tempos idos Misérias aos tempos chegados.
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).