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Mostrando postagens de novembro, 2017

Oficina de escrita no Sesc Santos Dumont-MG - Poemas!

   Em 11 de novembro deste ano, aconteceu na unidade do Sesc, na cidade onde moro, uma oficina apresentada por mim chamada "Rimando ou não, com Florbela, Gullar e Leminski", com uma parte prática que rendeu muitos poemas! Os alunos aqui em destaque são Marcela Ribeiro, Selma Carvalho e Vinícius Sant'anna. Seus escritos falam sobre o que pensam e sentem; podem ou não ter rima ou título. A manhã de sábado ficou contagiada pela poesia e aqui, em meu blog pessoal, transmito os resultados. Dois poemas tiveram minha participação. Boa leitura! Sorriso estridente na minha alma Exatidão de momento não cria futuro A angústia não dita, vivida e sofrida A solução poderia estar tão próxima Por que sorrir? O que faz isto dentro de mim? Ansiosa pelos segredos que não quero descobrir Alegro-me com tão pouco, porém, este pouco me faz falta Sempre esperamos por respostas que não chegam Sorrir, sorrir, sorrir, é o que devo Cupido maldito: o que foi que eu te pergunte...

Besouros

Em um conhecido e movimentado museu, de uma cidade do interior, acessávamos os banheiros por uma escada feita com velhos dormentes de trilhos de trem. A madeira já um pouco gasta, o ânimo já um pouco escasso, mas era só uma ida ao banheiro e o passeio chegava ao fim. Abro a porta azul royal e um cheiro forte de naftalina invade minhas narinas. Temo uma dor de cabeça. Acendo a luz. Visualizo três bolinhas do produto mortal aos insetos sobre o suporte de papel toalha. Sempre associei naftalinas a baratas, nojentas e inconvenientes. Mas o que baratas fariam em um museu tão distante do centro da cidade? Sempre associei baratas com restos de comida. E nem lanchonete havia no lugar. Fecho a porta em frente ao sanitário que escolhi, meio às pressas, para fugir daquele cheiro nauseante. Ao olhar para o chão, um besouro enorme e cascudo está com as patas para cima. Nadava em vão no ar, com as patinhas em movimentos dementes. Lembrei-me de um conto de Julio Cortázar, em que o personagem que mo...

Livros de ouro

Há um tempo Conheci o paraíso E ninguém acreditou Até hoje alguns Não Me Ouvem Não querem saber Que lá ainda passeiam Borges Lispector Saramago Gabo Amado Quando digo que o paraíso é depois da esquina Tão perto Alguns ainda duvidam Mas Quando Lá Pisam Reconhecem a imensidão Os primeiros passos dados Páginas de livros antigos Que se multiplicaram Depois de Dois lances de escadas Depois do Prazeroso bom dia ou boa tarde Depois de alguns passos à esquerda Estão todos lá Kafka Machado Veríssimo Adélia Callado As horas se derretem Açucaram Somadas ao perfume de papel organizado Tempo fabulosamente acumulado Em fileiras de sonhos Ordem alfabética O escritor argentino tinha razão O éden se encerra Entre páginas múltiplas Há um tempo Conheci o paraíso Tão perto E há os que não acreditam Sim! Existe! Há cinquenta anos nesta terra que tanto amo Alvíssaras! Vida longa aos livros de ouro Vida longa à Biblioteca Antenor Ayres Vianna. *texto em ...