Era dada a lua A ela Que se transfigurava Ora chumbo, ora algodão Por horas Pela terra Ora chuva, ora sol Alaranjada Era dada a chance A ela De mudar de cor De roupa a cada estação No estalo da trombeta Ela se foi Bem no meio da dança de salão Não cuidou das tias Não cuidou do pomar No azedume do maracujá Lembro-me dela Tão azul Ora algodão, ora nuvem Distante Foi dada A ela A visita ao beco onde dormira Na noite anterior.
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).