Eu reparto todos os meus retalhos
Uma tundra enorme em mim
Dilacero o reverso de vísceras
Percorro lagos imensos
Para adiante, enfim
Acabar-me no contorcionismo
No passado do verso
Passado a ferro
Manchas carmim
Plantação baixa
Voltas, mais voltas
Suores
Reflexo sem fim
Admiração do comum
Comendo nozes
Ferozes
Meus versos são partidos
Eternamente
Apolíticos
Nada na tundra
Voltas, mais voltas
Calada, afunda.
Uma tundra enorme em mim
Dilacero o reverso de vísceras
Percorro lagos imensos
Para adiante, enfim
Acabar-me no contorcionismo
No passado do verso
Passado a ferro
Manchas carmim
Plantação baixa
Voltas, mais voltas
Suores
Reflexo sem fim
Admiração do comum
Comendo nozes
Ferozes
Meus versos são partidos
Eternamente
Apolíticos
Nada na tundra
Voltas, mais voltas
Calada, afunda.
Que curioso! A cada vez que releio, me vem mais forte a sensação de que este é uma PARTE II de uma PARTE I que é o Detrás do Mundo! Saca se não tem um mesmo ritmo, porém de uma outra cor!!
ResponderExcluirÉ um poema que vai comendo a gente aos poucos, que nem a frase do Otto em "Bonitinha, mas ordiária" (rs, ok, tou totalmente rodrigueana)...