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Ela, a mais linda entre as estrelas

Ele esticou o braço o máximo que podia. Para entregar a rosa daquele dia. A eleita era perfeita. Toda vestida de prateado. Trazia o ventre enorme, bem redondo. Não estava assim nos últimos dias. Mostrava uma parte murcha, um lado desconsolado. Depois de dois ou três amanheceres, ela surgiu à noite toda divina. Cheia de si. Cheia de sabedoria. Plena de certeza que era a mais bonita. Mesmo entre tantas estrelas. A rosa cheirava o perfume do mais lindo jardim da terra. Branquinha. Suavezinha. Ele estava na ponta dos pés. Mãos ao alto. Rosa ao alto. Ela esboçava um olhinho triste. Impossível ter a rosa. Impossível o encontro das pequeninas mãos. Foram dormir com lágrimas nos cantos dos olhos. Mas sonharam um com outro. Juntos, bailando entre as estrelas. Rodopiando entre os cometas. Ela, cheia de si. Ele, cheio de rosas. Uma mais perfeita que a outra. O sonho durou até o amanhecer.

*texto dedicado a Iolanda e Jonas.

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