É que a vida às vezes dá rasteira e você não cai de pé
O medo sobe pelo esôfago
Desce pelo ralo
Enfia-se em buracos
Volta redivivo
E busca um espelho
Cabelos eriçados, espantados
Espantalho diante do reflexo
Da vida que não dá trégua
Ela dá um laço
Nó apertado
E no mormaço diante do espelho
Lá está o medo
Cheio de tentáculos
Tentando descaradamente
Embriagar os estilhaços
Cravados no meu rosto.
O medo sobe pelo esôfago
Desce pelo ralo
Enfia-se em buracos
Volta redivivo
E busca um espelho
Cabelos eriçados, espantados
Espantalho diante do reflexo
Da vida que não dá trégua
Ela dá um laço
Nó apertado
E no mormaço diante do espelho
Lá está o medo
Cheio de tentáculos
Tentando descaradamente
Embriagar os estilhaços
Cravados no meu rosto.
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