Pular para o conteúdo principal

10 anos de blog!

 Hoje o blog Textos Imperdoáveis completa 10 anos! No começo, eu nem imaginava que fosse durar tanto. Parte dele se tornou o livro "Espelho Oxidado", que lancei em 2014. Ainda quero reunir mais textos para se tornarem novas publicações de contos curtos e poemas. 

Lá em 2010, eu escrevia quase todos os dias. Depois de dois anos, passei a fazer atualizações quinzenais. E tenho mantido assim. Sempre divulguei o blog mais no twitter, e ganhei seguidores e amizades bacanas de quem curtia e curte meus textos.

Só de curiosidade, o nome do blog é esse por causa de um livro de crônicas que comprei em Buenos Aires, chamado "Imperdonables", do jornalista Orlando Baroni. Usei muito esse livro quando era professora de espanhol.

Agradeço de coração a todos vocês que ainda leem minhas postagens <3 

Continuarei atualizando esse meu laboratório da escrita. Estou feliz, e surpresa, com esses 10 anos de blog! Abraços e mais abraços!!!


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sapatos molhados

  Tirou os sapatos molhados e os colocou debaixo cama. O calor dos pesadelos diários os secaria. Talvez um banho quente fizesse diferença. Mas ouvir os trovões que continuavam era um alento. Abafavam os gritos que vinham de dentro. Quando o trem passou cortando a tarde nublada, não imaginava que a tarde seria de tormentas. Molharia os pés ao atravessar a rua. E continuaria com eles molhados até dar o primeiro espirro. E junto com ele a lembrança. Ele a viu na janela em frente ao semáforo enquanto cruzava a via. O olhar dela se desfez para o lado, em fuga. Ainda pensou em esboçar um cumprimento, mas ela foi inteiramente fuga. Rebobinou todos os acontecimentos anteriores dos últimos anos. Conhecera-a na escola. Tinha cabelos longos castanhos e voz um pouco grave, que acrescentava razão a tudo o que dizia. Ele, calado, sempre concordava. Vivia dizendo a ela que um dia correria atrás de um trem para alcançar o último vagão e nele viajar. Ela sorria sem entender as loucuras dele. Eram b...

Cacos de ampulheta

  O mar podia contar a ele muitos segredos, mas se calou. O mar pode nos contar segredos se tivermos ouvidos feitos em cristal. Contentou-se em lamber seus pés, ainda sabendo que é imensidão. Dúvidas são calos que não nos deixam. Percorre a areia com os pés descalços até sentir que as águas salinas esfriaram. Ou foram as solas dos pés que se esquentaram sobre a areia fina de verão. O escafandro já estava preparado para a tarde. Para o isolamento. Memórias são calos que não nos deixam. E o mar não o consola. Peso no coração que pende para o lado esquerdo quando as decisões são apertadas. O tempo se espreme na ampulheta em prisão perpétua. Suas areias querem liberdade. E a língua fria do mar em dias quentes. De volta pra casa, o dia se estende em lembranças tortuosas. O mar não quis revelá-lo sobre como ser imenso e ter sempre razão. Como rugir com patas enormes de dinossauro. Sobre a cama ainda um último bilhete. Um último conselho. Ele tem visitado o mar todos os dias. Sua língua s...