Nem todas as vidraças serão acertadas por pedras As que sobrarem contarão suas histórias Prestarão homenagens às que tombaram E que não viram O futuro refletido em suas carcaças Com todo ouro do mundo que um sol pode cuspir E que não podem agarrar Sentirão apenas o calor que sufoca Mas que não derrete suas almas quebradiças As pedradas avançam entre uma noite e outra Em intervalos longos Quando somente ferragens estiverem expostas Com cacos e lodo misturado-se no chão Os raios de sol fugirão com seu ouro Pra que esquentar ferragens? Pra que escorrer em paredes até o vão?
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).