Não conte a ninguém
Mas o dia nasceu
Com uma hora a menos
Se você contar a alguém
O dia não será o mesmo
Haverá uma pessoa a menos
No dia em que você nasceu
Eu não contei a ninguém
Não conte a ninguém
Sobre o que conversamos ontem
O dia foi forte
E cheio de sorvetes
Não conte a ninguém
Porque essa uma hora a menos
Do dia imperfeito
É minha salvação
Havia muita gente
Ninguém percebeu
Uma hora a menos
É o de menos
Não posso contar a ninguém
Mas ontem te confessei
Entre sorvetes
O dia nasceu manco
Sem uma hora de sol quente
Então não conte a ninguém
Porque este intervalo
De uma hora
Fez de mim alguém diferente
Guardo segredos de uma hora
Foi ontem
Te confessei
Não conte a ninguém
Em uma hora dá e sobra
Para matar a seco
Os desejos de alguém.
Não conte a ninguém.
Não conte a ninguém.
Muito bom! Adoro as suas escolhas de palavras. Mais um ótimo texto imperdoável!
ResponderExcluirObrigada! O que eu mais gosto de fazer é brincar com elas, as palavras! Abraço! :)
ResponderExcluirMunique, a maneira como tece seus poemas me faz lembrar uns versos de Fernando Pessoa: "Palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas"
ResponderExcluirUm abraço fraterno
Olá!!!
ResponderExcluirAdorei seu blog, ele me parece ser totalmente verdadeiro. O que escreve é maravilhoso.
Estou seguindo.
Bjim.