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Tolice de marinheiro

Agarrei-me aos cabelos castanhos da vida
Pedi-lhe mais sorrisos
Mais cores fortes
Chás revigorantes que me arranquem o medo
Olhei fundo em seus olhos d'água
As minhas dores rolaram serenas juntando-se ao oceano
Guardei alguns fios de sua cabeleira para a sorte de mais tarde
Tocá-la em carne e osso
Nos cabelos brancos escondidos há memórias
Lágrimas mornas
Sorrisos ecoando tão longe
Implorei-lhe para quebrar a garrafa com o papelucho dentro
Segredos meus e dos marinheiros
Tolices de um diamante com cicatrizes
Apagando as pegadas em dia quente de areia
O vento pregava peças em cortinas imensas
Baixei minha voz até ser burburinho de multidão esgotada
Da vida não peço o grande tesouro
Da vida eu peço a liberdade do mar.

Comentários

  1. "Da vida não peço o grande tesouro
    Da vida eu peço a liberdade do mar."

    Muito bonito o poema! Parabéns pela qualidade das suas postagens.

    Beijos.

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