Jogou a bacia no chão
Irritada
No alumínio mais um arranhão
Uma coleção acumulada em montanha-russa compassada
Dentro de si cabem tantas
E todas
As que trabalham e recebem
As que trabalham e não ganham nada
As que batem a roupa na soleira do rio
As que riem porque têm seus esmaltes intactos
As que a esbarram e apontam caminhos
Os caminhos que ela corta não a indicaram
O sabão em barra acabou
Ficou miudinho feito a tampa da gasosa
Oferecida a ela em 13 de março de 1983
Caiu feito patinha
Coitada da bacia
Dentro dela cabem muitas e todas
E todas fugiram
Só ficou ela
Moldando à força a soleira do rio.
Irritada
No alumínio mais um arranhão
Uma coleção acumulada em montanha-russa compassada
Dentro de si cabem tantas
E todas
As que trabalham e recebem
As que trabalham e não ganham nada
As que batem a roupa na soleira do rio
As que riem porque têm seus esmaltes intactos
As que a esbarram e apontam caminhos
Os caminhos que ela corta não a indicaram
O sabão em barra acabou
Ficou miudinho feito a tampa da gasosa
Oferecida a ela em 13 de março de 1983
Caiu feito patinha
Coitada da bacia
Dentro dela cabem muitas e todas
E todas fugiram
Só ficou ela
Moldando à força a soleira do rio.
Vim conhecer sua vocação para poemas curtos.^^
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