Ainda restavam duas flores azuis debaixo do velho moinho. Nesta manhã esquálida de nuvens amontoadas, uma se foi, murchando e soltando a última gota de veneno que ainda restava. Escorreu pela folha e caiu no seco. Infiltrou-se o resto da flor no solo desgastado, batido e cheio de memórias. As pás do moinho rodavam como ponteiros sem meta. A sina era girar os ventos do leste. Ela ainda estava lá, com seus cabelos ralos, espreitando tudo. A aldeia era ao lado. Os passos eram poucos até chegar ao engenho. Os morcegos ainda estavam sonolentos. Assustaram-se quando ela entrou pisando fraco sobre o assoalho. Voaram um a um seguindo os rumos do leste. Subia as escadas sem pressa. Queria chegar até a pequena janela mais alta. Saíra cedo de casa, antes que a avó fazedora de xale acordasse. Ver os campos pelos primeiros fios do amanhecer era mais revigorante e assustador. Quando se instalou no alto, percebeu um corvo grande já morto. Lembrou-se da lenda que encontrar um corvo morto era azar pe...
O improvável sorri com dentes de hiena. Bem-vindo(a).