Oh, Cristo pregado na cruz
De lá para cá as coisas não mudaram muito
A labareda sobe
A enxurrada desce
As formigas não caem das paredes
Os olhares continuam disfarçados
E as traições ainda vogam
Há pessoas sórdidas
Há pessoas sãs
Há zumbis que vagam, cheios de sacolas de compras
Mas as casas de pedra continuam firmes
E comemos todos os dias para matar a fome
O que eu queria mesmo
Era pescar na beira da praia
De horizonte azul e bege
E esperar a tua chegada
Com solas dos pés em água firme.
De lá para cá as coisas não mudaram muito
A labareda sobe
A enxurrada desce
As formigas não caem das paredes
Os olhares continuam disfarçados
E as traições ainda vogam
Há pessoas sórdidas
Há pessoas sãs
Há zumbis que vagam, cheios de sacolas de compras
Mas as casas de pedra continuam firmes
E comemos todos os dias para matar a fome
O que eu queria mesmo
Era pescar na beira da praia
De horizonte azul e bege
E esperar a tua chegada
Com solas dos pés em água firme.

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