Tirou os sapatos molhados e os colocou debaixo cama. O calor dos pesadelos diários os secaria. Talvez um banho quente fizesse diferença. Mas ouvir os trovões que continuavam era um alento. Abafavam os gritos que vinham de dentro. Quando o trem passou cortando a tarde nublada, não imaginava que a tarde seria de tormentas. Molharia os pés ao atravessar a rua. E continuaria com eles molhados até dar o primeiro espirro. E junto com ele a lembrança. Ele a viu na janela em frente ao semáforo enquanto cruzava a via. O olhar dela se desfez para o lado, em fuga. Ainda pensou em esboçar um cumprimento, mas ela foi inteiramente fuga. Rebobinou todos os acontecimentos anteriores dos últimos anos. Conhecera-a na escola. Tinha cabelos longos castanhos e voz um pouco grave, que acrescentava razão a tudo o que dizia. Ele, calado, sempre concordava. Vivia dizendo a ela que um dia correria atrás de um trem para alcançar o último vagão e nele viajar. Ela sorria sem entender as loucuras dele. Eram b...
Olá Munique, desde já grato pela visita lá no blog. Gostei muito deste teu espaço, parabéns pelos escritos. Estarei atento aos novos posts.
ResponderExcluirUm abraço